sexta-feira, 10 de abril de 2009

O primeiro Amor
"É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.
Nunca se percebe bem porque razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.
O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói - porque parece que vai acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre de mais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte um único bocadinho de nós. Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. É inobservável. É difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.
Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.
É como uma criança que põe os dedos dentro de uma tomada eléctrica. É esse o choque, a surpresa “Meu Deus! Como pode ser!” do primeiro amor. Os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, mas são como ligar os electrodomésticos á corrente. Este amor mói-nos o juízo como a Moulinez mói café. Aquele amor deixa-nos cozidos por dentro e com suores frios por fora, tal e qual como um micro-ondas. Mas o “Zing!” inicial, o tremor perigoso que se nos enfia por debaixo das unhas e dá quatro mil voltas ao corpo, naquele micro-segundo de electricidade que nos calhou, só acontece no primeiro amor…
O primeiro amor é aquele que não se limita a esgotar a disposição sentimental para os amores seguintes: quer esgotá-la. Depois dele, ou depois dela, os olhos e os braços e os lábios deixam de ter qualquer utilidade ou interesse (…)
Não há amor como o primeiro. (…) o primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de podermos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltamos. Saltamos e caímos. (…)
(…) O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores – o preto-preto, feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras. (…)
Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto ser agendado, ser cuidado, não seria o primeiro. A única regra é: Não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. (…) Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não se deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro a esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último."

2 comentários:

  1. Eu te amo meu Orfeu mais que tudo nessa vida pois sei que voce me ama eternamente, e vc nem imagina o quanto me faz feliz em hoje depois de tantos anos te encontrar novamente e me fez renascer e ter forçar para continuar vivendo depois de tantas tristezas depois que te de deixei...
    Hoje vivo de sonhos vivo de um sonho de um dia poder estar ao seu lado e recuperar mais de vinte anos perdidos e estragados pela ausencia de um grande amor. Amor que só vc poderia ter me dado. amor que somente vc teria ter tido a condiçao de ter me dado e jamais teria traido a confiança de uma mulher. Eu te amo meu principe encantado, hoje depois demais de vinte anos descobri que o homem que eu sempre amei ainda me esperava para que podessemos ser felizes eternamente...

    te amo meu Orfeu e te espero mais que nunca pra que me desde a alegria que nunca pude ter.

    bjs ardente de sua Euridice.

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  2. EU SOU AQUELA QUE VC AMOU DURANTE TANTOS ANOS E MESMO SOFRENDO ESPEROU QUE UM DIA EU VOLTASSE PARA SEUS BRAÇOS, E COM TANTAS COISAS PASSANDO EM MINHA VIDA JAMAIS IMAGINAVA QUE AQUELE QUE FOI MEU PRIMEIRO AMOR ME ESPERVA COM TANTA ANSIEDADE! SABE MEU QUERIDO! EU AQUELA MENINA NEM EM SONHOS IMAGINAVA QUE VC IA ME PRESENTEAR COM SUA PRESENSA EM MINHA VIDA E AINDA MAIS COM SEU AMOR AINDA EXISTENTE DEPOIS DE TANTOS ANOS... TE AMO COM TODAS MINHAS FORÇAS.

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